O manejo de entressafra é uma das atividades mais importantes no cuidado da safra. O produtor rural enfrenta muitos problemas para levar adiante sua produção contra todos os imprevistos do clima, das pragas, das doenças , das plantas daninhas e por aí vai.

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Hoje falaremos mais sobre o problema representado pela competição exercida pelas plantas daninhas nas lavouras e a importância do manejo de entressafra.

Controle de pragas na entressafra

Após o término do ciclo das produções de 2ª safra, antecedendo a semeadura da cultura de verão, é importante planejar o manejo pós-colheita da área com o objetivo de preparar o ambiente para implantação da cultura de verão, pensando em diminuir a incidência de plantas daninhas e, dependendo da técnica utilizada, contribuir na melhoria da qualidade física, biológica e química do solo.

Pesquisas da Embrapa indicam que plantas infestantes são mais facilmente controladas na entressafra quando ainda estão pequenas e mais suscetíveis aos herbicidas. O controle posterior é dificultado pela alta infestação, dada a grande capacidade de multiplicação da maioria das invasoras. 

A dessecação pré-semeadura em Sistema Plantio Direto (SPD) é importante para implantar as culturas de primavera/verão no limpo, facilitando o manejo no período após a emergência.

A semeadura só deveria ocorrer após a completa dessecação da vegetação presente na lavoura e, considerando que a quase totalidade da soja cultivada no Brasil é realizada no SPD, a área de plantio deveria estar totalmente livre de plantas infestantes na data da semeadura.

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Manejo de cobertura

Uma das formas para criar uma barreira física pensando na proteção do solo contra as ervas daninhas é semear culturas durante o período de entressafra.

Existem algumas recomendações, como por exemplo, o cultivo de braquiária junto com o milho segunda safra ou semeadura de aveia ou nabo após a colheita.

E, seguindo essa mesma linha, existe a opção dos mix de sementes que são misturas de vários tipos de sementes de plantas de cobertura, como aveias, centeio, nabos e ervilhacas em proporções ideais para formar essa barreira.

Todas as opções citadas diminuem consideravelmente a emergência e desenvolvimento de plantas daninhas, além de contribuir para a diminuição do banco de sementes da área.

Essa metodologia de manejo também proporciona benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo conforme as características da cultura implantada, sendo esse o manejo mais indicado.

Manejo químico

O manejo químico é outra opção de controle de plantas daninhas para esse período, com a utilização de herbicidas pré-emergentes.

Esse tipo de manejo serve para controlar plantas daninhas antecipadamente, deixando um período residual no solo para que não haja a emergência de plantas invasoras antes da semeadura do verão.

Esse manejo é recomendado após a primeira chuva pós-colheita do milho utilizando herbicidas sistêmicos e pré-emergente em conjunto.

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Com isso, já é realizado o controle das plantas emergidas, principalmente a buva que possui sua emergência favorecida no inverno com temperatura abaixo de 10 ºC e umidade no solo e evita a emergência de outras invasoras.

Ambos os métodos citados auxiliam para a condução da lavoura limpa, diminuindo a matocompetição inicial e, dependendo da situação, contribuir para a diminuição de aplicações de herbicidas durante o desenvolvimento da lavoura. Implantar a lavoura no limpo é um dos fatores que contribui para alta produtividade, anote essa dica.

E aí, aprendeu a como realizar o manejo na entressafra? Se tiver alguma dúvida fique à vontade para deixar nos comentários aqui embaixo.

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