Parece que finalmente o homem do campo voltou para o  campo. Ou ao menos permanece no campo. Já se sabia que o agronegócio nos sustentou durante o auge da pandemia. O que ainda era novidade para muitos é o percentual de vagas de emprego formais preenchidas em 2021: 5,2% das quase três milhões de vagas oferecidas ao longo do ano.

Desde 2011 a agropecuária não atingia números tão impressionantes, com mais de 140 mil novos postos de trabalho.Mesmo assim, naqueles já distantes idos de 2011 andamos longe deste número: “só” 85 mil novos empregos com carteira assinada tinham sido gerados.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho) chegaram a estes índices otimistas cruzando dados e informações.  O melhor é que o setor não para de crescer e a tendência é o número de vagas de trabalho no agronegócio seguir subindo nos próximos anos.  Aliás, 2021 empregou quatro vezes mais gente do que no ano anterior.

A região sudeste registrou o  maior número, seguido surpreendentemente pelo nordeste. O Sul,  região de agropecuária mais intensiva, explorando os recursos naturais em terras menos amplas,  ficou para trás.

A campeoníssima soja gerou mais empregos, mas  os bovinos e a cana de açúcar quase chegaram  lá, fazendo mais gente trabalhar de carteira assinada. Ao que parece, os números só não foram ainda melhores por causa da pandemia. Como o pessoal voltou lentamente à normalidade do trabalho e do mercado, ocorreu menos consumo interno – não fosse isso, estaríamos perto de um recorde mundial.

fonte:

https://www.canalrural.com.br/noticias/economia/vagas-de-empregos-agropecuaria/

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