Se é a bolsa de futuros (commodities) de Chicago que manda no preço da soja, com o boi a referência internacional  vem da China. E são os chineses que estão mostrando que o negócio do Boi Gordo não está muito animador, com preços oscilando entre R$ 340 e R$345 a arroba. A expectativa era mais otimista.

No Brasil, o ambiente de negócios também prossegue cauteloso, com preços de arroba ainda inferiores que o padrão China: R$ 335 a arroba em Goiás e Minas Gerais. A concorrência, na verdade, é interna, e o preço do Boi Gordo está sendo vítima daquilo que se pode chamar de “fogo amigo”. É que a carne suína é um concorrente doméstico cada vez mais forte, com um crescimento  vertiginoso de exportações nos últimos cinco anos: mais de oitenta por cento. A demanda doméstica também retira a força bovina, já que a suinocultura sempre se beneficiou de um preço mais módico no varejo.

O mercado atacadista também se recente do endividamento dos consumidores, bastante comum na virada do ano, acoplado a viagens e férias. Os preços altos e a carestia de produtos, inclusive da carne bovina, funciona como  um natural freio ao desejado aquecimento do mercado da bovinocultura. O golpe de misericórdia é que o brasileiro, nunca antes tão pobre, nunca antes comeu tanta carne de franco como agora. Mais fogo amigo.

fonte: https://www.canalrural.com.br/noticias/pecuaria/boi/boi-gordo-mercado-segue-travado-mas-precos-dao-sinais-de-recuo/

 

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