A economia é quase incompreensível para o produtor rural. Quando aumenta o preço do petróleo ou do dólar e sobe, com isso, também o preço dos combustíveis nos postos, se custa a entender mas se entende. Quando acontece o oposto, e o petróleo baixa de preço, ou o dólar dá uma desacelerada, o contrário não ocorre: o preço do combustível na bomba não diminui. Vai entender?

Agora a confusão é com o Etanol. Se o petróleo alavanca preços do Diesel, do gás de cozinha e da gasolina, era para o álcool etanol permanecer como alternativa econômica viável de abastecimento interno e, sobretudo,  escoamento de mercadorias por transporte rodoviário. No entanto, os biocombustíveis também estão enfrentando aumento significativo de preço. Mais uma mazela terrível e incompreensível da economia.

 Vamos tentar entender porque isso ocorre?

Como todo produto a disposição no mercado, o etanol é precificado conforme a oferta e a demanda. Se mais distribuidoras procuram o biocombustível porque sua procura como alternativa barata é interessante nos postos, a demanda aumenta sensivelmente e isso produz o aumento dos preços do álcool combustível. Se ocorresse o oposto (menos demanda), diminuiriam os preços, mas não é este o cenário atual no Brasil.

Há uma expectativa positiva com o incremento da safra de cana: se  ano passado condições climáticas prejudicaram a produtividade do setor, este ano a expectativa é uma produção de mais de quinhentos milhões  de toneladas de cana a mais do que no período antecedente. Como consequência lógica, haverá maior oferta de Etanol, que assim poderá baixar de preço. Ou ao menos não  aumentar, seguindo seus concorrentes diretos, os combustíveis fósseis. 

A economia também é um divisor de águas nos efeitos da oscilação de preços. Se para quem consome, o etanol está caro pelos motivos já vistos, para o produtor de cana este ano tem sido promissor. A expectativa de ganhos anual supera toda a última década.

De qualquer modo, o Etanol como opção depende de uma previsibilidade maior no  mercado, o que não vem ocorrendo.  Pensando nisso, o programa governamental RENOVABIO foca na geração de insumos para aumentar a produção interna deste biocombustível  em até 50 bilhões de litros até 2030, quando irá competir não com a gasolina ou o diesel, mas com motores elétricos.

Ainda não ouviu falar desse programa? clique abaixo e saiba mais….

https://www.gov.br/pt-br/noticias/energia-minerais-e-combustiveis/2019/09/renovabio-201co-maior-programa-de-biocombustiveis-do-mundo201d-afirma-ministro

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