O complexo de soja do porto de Paranaguá, nos arredores de Curitiba/PR é conhecido como principal escoadouro de nossa soja para terras estrangeiras. Nesta safra, estas exportações subiram mais de 25% só no primeiro trimestre de 2022.

A tendência brasileira neste ano, aliás, é importar soja em grão e exportar o farelo, graças a nossa infraestrutura e logística e o preço barato da mão de obra brasileira.

Os números absolutos destas exportações são de fato impressionantes. Quase cinco milhões de toneladas do produto em grão, óleo ou farelo foram embarcadas nos terminais paranaenses, quantidade superior aos menos de quatro milhões do primeiro trimestre do ano passado. O óleo de soja, ou soja líquida, registrou o maior  incremento na exportação: 57 %, ou mais de trezentas mil toneladas exportadas no  primeiro trimestre, contra quase cem mil  a menos em idêntico período do ano passado.

A balança da soja oscila positivamente para nós porque, se por um lado tivemos superávit no fornecimento do grão e seus derivados para o exterior, no primeiro trimestre de de 2022 os números em sentido contrário,  de importações, foram irrisórios, mostrando que somos fornecedores mais importantes do que importadores, perante o mercado  internacional. Além disto,  é um indicativo seguro que a maior parte de nossa safra gigantesca acaba ficando para ser consumida por aqui.

Porque o Paraná tem importante “parque esmagador” da soja em grãos, o farelo é um produto bem visado por aqui e seu preço para o mercado consumidor estrangeiro bastante convidativo. Estes números gigantescos possuem uma boa explicação, distante do usual: oscilação de mercado, condições climáticas, etc… É que esta produção é composta por produtos que sobraram da safra passada, represados pela pandemia e seus reflexos econômicos, mais a soja produzida nesta safra, criando assim um superávit do poderoso grão em terras brasileiras, quase totalmente escoado para fora pelo porto de Paranaguá.

fonte:

https://www.canalrural.com.br/projeto-soja-brasil/exportacoes-do-complexo-soja-pelo-porto-de-paranagua-crescem-25-no-1o-trimestre/

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