O homem do campo está tendo que se tornar cada vez mais tecnológico. É cada vez mais comum ver peões de boiadeiro operando drones, gerentes de fazendas lucrativas manejando softwares de gerenciamento e produtores rurais investindo em bitcoins.

Agora chegou a hora do crédito de carbono, mas afinal o que é crédito carbono? Siga com a leitura.

Ecologia e agronegócio

Ele surge com a preocupação ambiental decorrente da busca de fontes alternativas de energia ecologicamente corretas e da recuperação de áreas degradadas de fazendas. Empresas agro interessadas em reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa investem em ações positivas de recuperação de solo e diminuição da emissão de poluentes.

Tudo surge a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, uma carta de intenções a qual o Brasil aderiu e que permite a obtenção de crédito financeiro a partir da realização de boas práticas ecologicamente sustentáveis. Demorou a ser implementado de fato, porque precisava de políticas governamentais que só surgiram com o tempo, lentamente, como sempre acontece por aqui. Mas finalmente frutificou.

A coisa toda funciona da seguinte maneira: se o produtor troca energia fóssil por fontes renováveis e evita desmatamento, ganha crédito para recuperar áreas degradadas. É o que propõe o programa federal “Fazendas Vivas”, manter a floresta em pé em troca de ativos financeiros. Há uma regeneração do solo, e por isso se fala em carbono, e  o crédito decorrente desta recuperação hoje oscila em torno de US$ 8 dólares por hectare. É o correspondente financeiro de um processo que recupera pastagens e melhora a quantidade de alimentos por hectare, sequestrando carbono da atmosfera do solo agrícola.  Isso vai aumentar a produtividade da terra e, com isto, valorizá-la. 

O mercado agropecuário do carbono traz outras vantagens: a proteção de recursos hídricos e da biodiversidade e os benefícios sociais decorrentes da segurança alimentar. O crédito surge de duas maneiras: da recuperação de áreas degradadas e da manutenção e reservas florestais. Tudo isso valoriza o  hectare para a obtenção  e financiamentos e para vendas e arrendamentos. É menos efeito estufa e mais dinheiro no bolso do produtor rural.

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