Você sabia que dentro do segmento agrícola existem diversos tipos de solo para plantio? Pois é, existem solos mais propensos ao plantio do que outros.

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De todas as terras emersas (fora da água) que formam os continentes e as ilhas do nosso planeta, apenas 10% aproximadamente são cultiváveis.

Vamos aprender mais sobre os tipos de solo para plantio a seguir.

Cuidados com o solo

Para evitar o empobrecimento do solo, é importante fazer a “rotação de culturas”, que nada mais é do que alternar o plantio de diversas culturas numa mesma área, de uma safra para outra.

Na rotação de culturas, os agricultores plantam uma leguminosa como a soja, por exemplo, e, no ano seguinte, plantam no lugar dela (depois de sua colheita, é claro) outra cultura como milho ou algodão.

Outro aspecto importante, que o agricultor deve respeitar, é o tipo de cultivo mais adequado para cada região.

Em áreas de morros, os plantios de florestas e de culturas perenes (como o café e a laranja), que necessitam de revolvimento do solo, são mais indicados.

Já para as áreas planas o indicado é a produção de grãos, visando reduzir a erosão do solo e a contaminação dos rios.

Confira os tipos de solo para plantio

O tipo de solo encontrado em um lugar vai depender de vários fatores: o tipo de rocha matriz que o originou, o clima, a quantidade de matéria orgânica, a vegetação que o recobre e o tempo que se levou para se formar.

Em climas secos e áridos, a intensa evaporação faz a água e os sais minerais subirem. Com a evaporação da água, uma camada de sais pode depositar-se na superfície do solo, impedindo que uma vegetação mais rica se desenvolva.

Já em climas úmidos, com muitas chuvas, a água pode se infiltrar no solo e arrastar os sais para regiões mais profundas.

Solos arenosos 

São aqueles que têm uma quantidade maior de areia do que a média (contêm cerca de 70% de areia).

Eles secam logo porque são muito porosos e permeáveis: apresentam grandes espaços (poros) entre os grãos de areia. A água passa, então, com facilidade entre os grãos de areia e chega logo às camadas mais profundas.

Os sais minerais, que servem de nutrientes para as plantas, seguem junto com a água. Por isso, os solos arenosos são geralmente pobres em nutrientes utilizados pelas plantas.

 Solos argilosos

Os chamados solos argilosos contêm mais de 30% de argila. A argila é formada por grãos menores que os da areia. Além disso, esses grãos estão bem ligados entre si, retendo água e sais minerais em quantidade necessária para a fertilidade do solo e o crescimento das plantas.

Mas se o solo tiver muita argila, pode ficar encharcado, cheio de poças após a chuva. A água em excesso nos poros do solo compromete a circulação de ar, e o desenvolvimento das plantas fica prejudicado.

Quando está seco e compacto, sua porosidade diminui ainda mais, tornando-o duro e ainda menos arejado.

Terra preta

terra preta, também chamada de terra vegetal, é rica em húmus. Esse solo, chamado solo humífero, contém cerca de 10% de húmus e é bastante fértil.

O húmus ajuda a reter água no solo, torna-se poroso e com boa aeração e, através do processo de decomposição dos organismos, produz os sais minerais necessários às plantas.

Os solos mais adequados para a agricultura possuem uma certa proporção de areia, argila e sais minerais utilizados pelas plantas, além do húmus.

Essa composição facilita a penetração da água e do oxigênio utilizado pelos microrganismos. São solos que retêm água sem ficar muito encharcados e que não são muito ácidos.

Terra roxa

Terra roxa é um tipo de solo bastante fértil, caracterizado por ser o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas de arenito-basáltico originadas do maior derrame vulcânico que este planeta já presenciou, causado pela separação da Gondwana – América da Sul e África – datada do período Mezozóico.

Ele tem uma aparência vermelho-roxeada inconfundível, devida a presença de minerais, especialmente Ferro.

No Brasil, esse tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sudeste do Mato Grosso do Sul, destacando-se sobretudo nestes três últimos estados por sua qualidade.

Riscos do mal uso do solo

Muitas vezes, como falamos lá atrás, a atividade agrícola é feita de forma inadequada, por desconhecimento ou por falta de recursos e equipamentos. Como resultado, depois de alguns anos de produção, os nutrientes do solo se esgotam e as plantas não crescem mais.

Daí a importância de se preocupar com o tipo de solo para cada plantio. Um profissional da área para ajudar nos processos de adubação e na quantidade correta de defensivos agrícolas, por exemplo.

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